domingo, 27 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Fundamentos do Ensino de Artes Visuais
MATERIAL DIDÁTICO DO MINI CURSO MINISTRADO NA SEMANA UNIVERSITÁRIA DE ARTES DISPONÍVEL NOS LINKS:
http://www.scribd.com/doc/32923474
http://www.scribd.com/doc/32923532
http://www.scribd.com/doc/32923474
http://www.scribd.com/doc/32923532
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Aquele que não tem paixão é doente
Você não é o que você come, você é o que você vive e como você vive.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
MOMENTOS A CONTAR
Momentos...
Está perto de um novo dia e eu vejo as horas passando, às vezes é tão rápido , outras nem tanto.
Quando o momento exato conta, enxergo expressão, contínuo encanto por entre as frestas que o dia dá, quando nos atemos a coisas além dos muros que a vida nos coloca. Ah, e então galgamos os obstáculos e temos ideia do que está do outro lado. A grama nem sempre é verde, mas ao menos não ficamos estagnados no olhar, corremos atrás de uma nova melodia de ser.
E bem , eu cidadã híbrida em uma contemporaneidade em polvorosa de conceitos, técnicas e metodologias me encontro trespassada entre dúvidas, dores e alegrias.
Procuro não deixar o caos atingir os ouvidos e invadir o corpo, e o corpo, esse invólucro descartável que filósofos destacaram como inutilizável peça onde a alma se prende. Leituras tantas e maior ainda se tornam as possibilidades e ser, eita é a maior dificuldade.
Como ser num momento fugaz, em que informação e discurso devem estar aliados a uma voz que sabe dialetizar a palavra e a teoria e proferir réplica, tréplicas sobre algo? Ser nesse momento não é importante, daí é o teórico em voga que responde por nossos lábios e então nos deleitamos no academicismo.
Sou meio desconfiada com preceitos estruturais. As estruturas não existem na teoria, temos as estruturas mentais que permeam nosso intelecto no intuito de dar-nos suficiente base para agir, criar, demonstrar e refletir sobre quem somos e sobre tudo à nossa volta. Na teoria, estruturas são paradigmas e bem já afirmam os velhos teóricos e os novos da atualidade, a perda dos paradigmas veio pós-modernidade.
No momento, faço anos e vejo o tempo como paranóia coletiva.
Estou me indagando se é mesmo necessário se ater a tudo, se não podemos escolher particularidades, pois no detalhe, na delicadeza, na entrelinha está a arte, a parte que talvez nos falte, quando o discurso se torna hábito e o hábito nos fecha em muros e os muros são tão altos que não sabemos mais quem somos e pra quê viemos ao mundo.
Já me questionei se é divertido a teoria. Divertido talvez não, mas ela nos ajuda a refletir sobre coisas que nos parecem importantes. Para mim importante é agora o dia que ainda não chegou e o dia que está dormindo nessa noite sonolenta.
O momento é um toque de palavras que ecoam como um sussuro na mente, contando coisas que guardo no subconsciente e exalo minutos antes de dormir, é quando deságuo a cor das horas que me encharcam, tomam conta do meu dia. E o dia é contado assim a conta-gotas, pinga, pingando deveres e afazeres. Sou contada por questões que mudam, aparentemente, de acordo com discursos, hierarquias e necessidades.
Programas, impossível, planejar o óbvio, essencial, os desacertos acontecem e o estresse básico de ser em constante transformação, de ler e reler e notar que nunca se tem certeza de nada, que talvez o que se lê hoje amanhã não terá validade é uma constante.
E desconfio que agora eu esteja confabulando, pode ser.
Escrever, necessidade mais eterna que o respirar, queria poder estar nas ondas que sempre trocam em diálogos com a areia, tocar a tua pele de enlance, em ritmo cadente te contar que nos encontramos, nos parecemos, somos todos seres humanos e todas palavras só tem sentido no momento se uma coisa existe:
o sentimento.
Muito certo estava quem disse que razão sem sensibilidade não é razão, é logicidade.
Segundo a lógica talvez isto seja mais um devaneio, segundo a razão é um contar, de acordo com a sensibilidade se chama diálogo.
Está chegando amanhã, depois te conto do momento em que eu fizer mais anos, se valeu a pena se deixar contar ou se foi melhor contar as contas que as gotas da vida me revelará.
Está perto de um novo dia e eu vejo as horas passando, às vezes é tão rápido , outras nem tanto.
Quando o momento exato conta, enxergo expressão, contínuo encanto por entre as frestas que o dia dá, quando nos atemos a coisas além dos muros que a vida nos coloca. Ah, e então galgamos os obstáculos e temos ideia do que está do outro lado. A grama nem sempre é verde, mas ao menos não ficamos estagnados no olhar, corremos atrás de uma nova melodia de ser.
E bem , eu cidadã híbrida em uma contemporaneidade em polvorosa de conceitos, técnicas e metodologias me encontro trespassada entre dúvidas, dores e alegrias.
Procuro não deixar o caos atingir os ouvidos e invadir o corpo, e o corpo, esse invólucro descartável que filósofos destacaram como inutilizável peça onde a alma se prende. Leituras tantas e maior ainda se tornam as possibilidades e ser, eita é a maior dificuldade.
Como ser num momento fugaz, em que informação e discurso devem estar aliados a uma voz que sabe dialetizar a palavra e a teoria e proferir réplica, tréplicas sobre algo? Ser nesse momento não é importante, daí é o teórico em voga que responde por nossos lábios e então nos deleitamos no academicismo.
Sou meio desconfiada com preceitos estruturais. As estruturas não existem na teoria, temos as estruturas mentais que permeam nosso intelecto no intuito de dar-nos suficiente base para agir, criar, demonstrar e refletir sobre quem somos e sobre tudo à nossa volta. Na teoria, estruturas são paradigmas e bem já afirmam os velhos teóricos e os novos da atualidade, a perda dos paradigmas veio pós-modernidade.
No momento, faço anos e vejo o tempo como paranóia coletiva.
Estou me indagando se é mesmo necessário se ater a tudo, se não podemos escolher particularidades, pois no detalhe, na delicadeza, na entrelinha está a arte, a parte que talvez nos falte, quando o discurso se torna hábito e o hábito nos fecha em muros e os muros são tão altos que não sabemos mais quem somos e pra quê viemos ao mundo.
Já me questionei se é divertido a teoria. Divertido talvez não, mas ela nos ajuda a refletir sobre coisas que nos parecem importantes. Para mim importante é agora o dia que ainda não chegou e o dia que está dormindo nessa noite sonolenta.
O momento é um toque de palavras que ecoam como um sussuro na mente, contando coisas que guardo no subconsciente e exalo minutos antes de dormir, é quando deságuo a cor das horas que me encharcam, tomam conta do meu dia. E o dia é contado assim a conta-gotas, pinga, pingando deveres e afazeres. Sou contada por questões que mudam, aparentemente, de acordo com discursos, hierarquias e necessidades.
Programas, impossível, planejar o óbvio, essencial, os desacertos acontecem e o estresse básico de ser em constante transformação, de ler e reler e notar que nunca se tem certeza de nada, que talvez o que se lê hoje amanhã não terá validade é uma constante.
E desconfio que agora eu esteja confabulando, pode ser.
Escrever, necessidade mais eterna que o respirar, queria poder estar nas ondas que sempre trocam em diálogos com a areia, tocar a tua pele de enlance, em ritmo cadente te contar que nos encontramos, nos parecemos, somos todos seres humanos e todas palavras só tem sentido no momento se uma coisa existe:
o sentimento.
Muito certo estava quem disse que razão sem sensibilidade não é razão, é logicidade.
Segundo a lógica talvez isto seja mais um devaneio, segundo a razão é um contar, de acordo com a sensibilidade se chama diálogo.
Está chegando amanhã, depois te conto do momento em que eu fizer mais anos, se valeu a pena se deixar contar ou se foi melhor contar as contas que as gotas da vida me revelará.
sábado, 27 de março de 2010
Uma
Reconheço a resposta. O trevo de quatro folhas em TNT vermelho encontrado, fatos e ações acontecidas.
Manhã doce. Sou uma.
Manhã doce. Sou uma.
domingo, 21 de março de 2010
Se as horas
Percorro o instante em que sentei naquela praia semideserta e olhei densamente para o mar que quebrava suas ondas com o desvelo dos amantes a se tocarem sobre a areia fina e avermelhada.
Estive por longos momentos ora revendo todos os acontecimentos, ora com o olhar perdido entre as marolas e seus sons relaxantes.
Faz um certo tempo que não enxergava o mar.
Tantos anos, tantas palavras, tantas pessoas e pouco tempo. O tempo diagnosticado, tomado, calculado, conta-gotas contado.
Andei ainda alguns quilômetros enquanto o sol se punha sobre a areia molhada.
Eu pregaria para os cegos, surdos, toda a vontade que está aqui tão viva como no dia que a descobri.
Foi assim: ardia um forte desejo. Contar coisas novas, desvendar horizontes e renovar ares, ser transformação em ação para outros.
E a chama nunca se apaga, lá está ela queimando pelo diálogo, pela troca entre mim e meus alunos, mim e meus mestres, mim e a vida.
Consigo hoje controlar a ansiedade com a certeza plena de que dias virão de alegria e tristeza, mas este fogo que arde sempre, este amor pela educação não falecerá.
Quanto mais pesquiso, leio e estudo, maior se torna o desejo pela mudança, quebra, renovação.
Amanhã é um dia de respostas, eu me calo em silencio e vou organizando as coisas, a casa, colocando detalhes que eu nem lembrava que existiam, colecionando momentos marcantes.
E nisso me sinto feliz, plenamente.
Agradeço então por ter conseguido uma parte do que sempre quis.
Estive por longos momentos ora revendo todos os acontecimentos, ora com o olhar perdido entre as marolas e seus sons relaxantes.
Faz um certo tempo que não enxergava o mar.
Tantos anos, tantas palavras, tantas pessoas e pouco tempo. O tempo diagnosticado, tomado, calculado, conta-gotas contado.
Andei ainda alguns quilômetros enquanto o sol se punha sobre a areia molhada.
Eu pregaria para os cegos, surdos, toda a vontade que está aqui tão viva como no dia que a descobri.
Foi assim: ardia um forte desejo. Contar coisas novas, desvendar horizontes e renovar ares, ser transformação em ação para outros.
E a chama nunca se apaga, lá está ela queimando pelo diálogo, pela troca entre mim e meus alunos, mim e meus mestres, mim e a vida.
Consigo hoje controlar a ansiedade com a certeza plena de que dias virão de alegria e tristeza, mas este fogo que arde sempre, este amor pela educação não falecerá.
Quanto mais pesquiso, leio e estudo, maior se torna o desejo pela mudança, quebra, renovação.
Amanhã é um dia de respostas, eu me calo em silencio e vou organizando as coisas, a casa, colocando detalhes que eu nem lembrava que existiam, colecionando momentos marcantes.
E nisso me sinto feliz, plenamente.
Agradeço então por ter conseguido uma parte do que sempre quis.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Orientações
Norte - sonhos
Sul - memória
Leste - contradições
Oeste - sensações
1. (In) certezas
Parte de nossa existência é cercada de falta de certezas. Não sabemos o que vai acontecer e como será. As vitórias aparecem depois do esforço e, também são fruto de uma certeza interna.
Acreditar em suas convicções e em seus valores, colocar trabalho nisso é um dos primeiros objetivos do professor em sua vocação. O certo é que sempre haverão desafios, sempre haverão problemas, mas temos de ter dentro do coração a fé no que se faz, no que se diz, no que se é e tudo se tornará o que se sonha ser.
2. Pegadas
Cada um tem um caminho, uma história, um destino.
Conquistar passos a frente, olhando para as vezes que caimos para melhor aprender a andar. As pegadas são o rascunho que a memória traça contando quem somos e a que distância estamos de nossos objetivos na vida. Pegadas são os passos dados entre uma pessoa e outra, aluno e professor, pontes do aprendizado.
3. Sonhos
Para serem construídos é necessário esforço. Agir tal qual a sua vontade sem atropelamentos. As pessoas sabem falar, difícil é medir o que se fala e no momento em que se fala. Aprender a dizer o necessário e essencial. Não adianta o professor falar se o aluno não escuta, é atirar palavras ao vento. Não adianta o aluno escutar se o professor não o ouve. Pessoas são abertas a diálogos e fechadas em combates dialéticos.
4. O tempo
Daqui a um ano espero não só ter alcançado minhas metas, mas alcançado elas com uma tranformação em mim e naqueles que me cercam. Que as minhas (in)certezas se tornem vontade, que minhas pegadas sejam mais do que marcas na areia, que eu lembre de coisas que devo lembrar, que eu sinta a verdade e a veracidade nas horas que se seguem e que eu deixe de legado meus sonhos realizados.
Sul - memória
Leste - contradições
Oeste - sensações
1. (In) certezas
Parte de nossa existência é cercada de falta de certezas. Não sabemos o que vai acontecer e como será. As vitórias aparecem depois do esforço e, também são fruto de uma certeza interna.
Acreditar em suas convicções e em seus valores, colocar trabalho nisso é um dos primeiros objetivos do professor em sua vocação. O certo é que sempre haverão desafios, sempre haverão problemas, mas temos de ter dentro do coração a fé no que se faz, no que se diz, no que se é e tudo se tornará o que se sonha ser.
2. Pegadas
Cada um tem um caminho, uma história, um destino.
Conquistar passos a frente, olhando para as vezes que caimos para melhor aprender a andar. As pegadas são o rascunho que a memória traça contando quem somos e a que distância estamos de nossos objetivos na vida. Pegadas são os passos dados entre uma pessoa e outra, aluno e professor, pontes do aprendizado.
3. Sonhos
Para serem construídos é necessário esforço. Agir tal qual a sua vontade sem atropelamentos. As pessoas sabem falar, difícil é medir o que se fala e no momento em que se fala. Aprender a dizer o necessário e essencial. Não adianta o professor falar se o aluno não escuta, é atirar palavras ao vento. Não adianta o aluno escutar se o professor não o ouve. Pessoas são abertas a diálogos e fechadas em combates dialéticos.
4. O tempo
Daqui a um ano espero não só ter alcançado minhas metas, mas alcançado elas com uma tranformação em mim e naqueles que me cercam. Que as minhas (in)certezas se tornem vontade, que minhas pegadas sejam mais do que marcas na areia, que eu lembre de coisas que devo lembrar, que eu sinta a verdade e a veracidade nas horas que se seguem e que eu deixe de legado meus sonhos realizados.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A Arte
Vejo sempre a Arte como algo que liberta, que traduz, que transpõe.
Sou movida pelas suas ideias, suas noções, suas práticas e, por muitas vezes me encontrei nela.
Quantas pessoas passaram por um ensino de Artes deficiente, perpassado por noções equivocadas da Estética, das formas, do próprio aprender e enxergar Arte... Muitas pessoas acham, por isso e outros motivos, a Arte inútil.
E o que é útil então?
Quando tocamos alguma expressão que nos emite a criação algo incrível acontece, há um certo ar de magia na Arte, mesmo no Pós-moderno, nos conceitualismos, na quebra, nos hibridismos perceptuais. A Arte toca, de alguma forma, a humanidade que achamos que perdemos, porque estamos vazios e deseperados em uma solidão mediada pela tecnologias e intermediada pelas mídias que nos manipula, nos traz o prazer em frente a TV enquanto não pensamos e assistimos. Nosso mundo e nossas sensações, tempo para pensar, ser, criar, a Arte permite isso, não há quem o negue. Talvez ninguém consiga conceituar realmente o que seja ou não Arte, porém, nós sabemos quando ela nos atravessa.
E eu atravesso as horas sentindo e percebendo as coisas.
Atravesso contando, recontando, vendo e trocando.
Acredito no diálogo.
Acredito num futuro de crescimento interconectado, interdisciplinar, inter...
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Ensinar é ser espelho
"A força da palavra"
técnica mista - 2008
Muitos me alertaram sobre ser professor universitário, em questões como o ego, a busca pelo sucesso na carreira, às vezes "esquecendo de si mesmo", a disputa dos títulos, "sou doutor em... e você , é mestre em que?", ou coisas do gênero.
Depois de um pouco mais de 3 meses, estou já com uma visão sobre como é a carreira de um professor universitário.
Para dizer isso, primeiramente preciso fazer referência ao momento em que decidi batalhar para um dia lecionar em uma universidade. E meu sonho era grandioso: teria que ser uma universidade federal.
Eu passei alguns anos de minha vida dando aulas a supletivo, ensino fundamental (polivalente), educação de jovens e adultos, oficinas de artes com crianças e mini-cursos com idosos. Em todos, tive grandes desafios, mas pude perceber algo que me motivou: no ensino fundamental estavam as maiores carências (afetiva, teórica, humana, em artes).
Nesta fase, compreendi que o ensino é o espelho pelo qual é desenvolvido o diálogo.
Para mudar a base do ensino é necessário uma mudança da parte superior do plano - mudar as mentes dos futuros professores, para que exerçam efetivamente o magistério.
Na época, me perguntei em como faria isso.
Porque algumas pessoas me achavam sonhadora demais. Porque eu ainda estava fazendo especialização e, via de regra (senso comum no Ceará) os professores de universidades federais possuem, no mínimo Mestrado.
Eu sabia que tinha de correr para um Mestrado, ai fui visitar aulas na UFC e na UECE. Vi não peixes, mas tubarões enormes e suas indicações pras vagas, desanimei no momento e desisti de tentar. Continuei participando de palestras, conferências, para me animar.
Pois foi buscando informações na internet sobre a área que mais gosto em Artes que descobri a seleção para tutor no novo Curso de Licenciatura em Artes Plásticas na UECE via UAB. Inscrevi-me, fiz a seleção e passei! Fui lecionar em Orós como professora formadora e aprendi muito com os alunos de lá.
Pois bem, novamente na Internet, encontrei o concurso pra professor na UNIVASF.
Fui desacreditada por muitas pessoas que me conheciam: 1 vaga? Loucura!
Confiei em mim e na força que me motivava a continuar e seguir com meus objetivos, estudava até a madrugada, ia trabalhar às 6 hrs, chegava em casa às 18hr e ficava estudando. Me privei de algumas coisas para conseguir. Li toda a bibliografia, planejei minha aulas, pensei e pesei tudo bem.
E o resultado chegou, e estou aqui.
Com esta experiência posso afirmar que podem até haver pessoas que consideram um título maior que a experiência ou o conhecimento apreendido através da auto-gestão do conhecimento. Porém, acredito que aprender é estar aberto a novas possibilidades de ver. Não sou este tipo de pessoa e, mesmo quando conseguir chegar ao doutorado, não me sentirei superior a ninguém, pelo contrário, desejarei contribuir mais pra educação.
Com este cargo, com as pessoas que venho conhecendo e estão vendo meu esforço e dedicação, posso afirmar que é uma experiêcia incrível, que perpassa por uma dialética e, além disso, revela em seus reflexos potencialidades e possibilidades no diálogo.
Não tenho medo de dizer o que penso, não tenho máscaras e não vim pra vencer às custas de "pisar" em alguém.
Vim pra estudar a educação e pra construir com meus alunos uma mudança, uma mudança significativa no ensino.
Não adianta você estudar educação e não intervir na escola. É falar no vazio, é teorizar sem agir. Eu tive minhas pequenas grandes vitórias por onde passei e isso sempre levarei na lembrança como o estímulo e amor pela educação. Quero que meus alunos sonhem comigo nessa transformação através do ensino de Artes, nessa possibilidade tangível e necessária.
Enfim, ser educador em uma universidade é ir além da fala, é permear outros âmbitos além da Academia, é olhar o outro profundamente e mostrar a ele as tantas janelas que levam a imensidão do mundo.
Lecionar Artes é compreender que a visão precisa de um maior adensamento, é dialogar sobre a produção, é enxergar para o passado com o olho vivo no futuro, é, principalmente, participar ativamente de uma construção de si e do outro através da imagem refletida no espelho.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Ah...Educação...
"Flores de tinta não morrem"
acrílico s/ tela - 2009
Abaixo segue um texto que o aluno Marcos Velasch (nome artístico) me entregou em um trabalho sobre Sociologia da Educação.
Este post é uma homenagem a todos os alunos que vêm demonstrado não só inteligência mas também criatividade e percepção crítica sobre o fenômeno educacional.
Costumamos pensar na Educação como um processo para “a vida toda”.
Foi assim que aprendemos ao longo da nossa jornada nos bancos escolares, e será sempre esse o slogan de professores, família, enfim, essa ainda é a bandeira que costumamos hastear quando nos pomos diante do tema educação.
Mas, como se dará esse processo ao longo da vida?
O que nos espera além dos muros escolares e dentro deles?
O tempo urge e urra em busca de uma resposta menos subjetiva para “essa vida toda” que nos é prometida pelo discurso educativo.
Sabemos que a escola e o aluno estão ligados intrinsecamente pela figura do professor e pelo fantasma da “sociedade”, grande “máquina” manipuladora do ser e do ter enquanto ser social.
Ao longo dos anos, a sociedade tem ditado os modelos que a escola deve seguir no processo de ensino e aprendizagem, geralmente desprezando o intercâmbio entre o saber do aluno e o saber do professor, criando entre eles um distanciamento gritante.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Eu confio!
A palavra de ordem do dia é confiança.
Confiar para merecer
Confiar para crescer
Confiar para criar
Confiar para distinguir
Confiar para discernir
Confiar para dialogar
Confiar para conseguir
Confiar para conquistar
Confiar para seguir
Confiar para construir
Confiar para renovar
Confiar para decidir
Confiar para ir...
Confiar para merecer
Confiar para crescer
Confiar para criar
Confiar para distinguir
Confiar para discernir
Confiar para dialogar
Confiar para conseguir
Confiar para conquistar
Confiar para seguir
Confiar para construir
Confiar para renovar
Confiar para decidir
Confiar para ir...
domingo, 27 de setembro de 2009
Mensagem-código
Manguel (2003,p.44) afirma: “manipuladas pela mídia, essas imagens não nos dão tempo para uma crítica ou reflexão pausada. ‘Adoramos as imagens’, mas não aprendemos em profundidade por meio delas”.
Hernandez(2007, p.38) revela: “Se não se ensina aos estudantes a linguagem do som e das imagens, não deveria, ser eles considerados analfabetos da mesma maneira como se saíssem da universidade sem saber ler ou escrever?”
Analfabetismo Visual = falta de reflexão frente às imagens do cotidiano
Como o arte-educador deve proceder tendo estes conceitos em mente?
Hernandez(2007, p.38) revela: “Se não se ensina aos estudantes a linguagem do som e das imagens, não deveria, ser eles considerados analfabetos da mesma maneira como se saíssem da universidade sem saber ler ou escrever?”
Analfabetismo Visual = falta de reflexão frente às imagens do cotidiano
Como o arte-educador deve proceder tendo estes conceitos em mente?
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Educação...
Estou aqui relendo contextos e usos na educação escolar e lembro da ideias de Bordieu e na sua aplicação prática. Muito do capital cultural é explicação para divisão social de classes, explicação justa, mas que não interfere na prática se não pensada criticamente.
O professor deve considerar as teorias e adequá-las segundo o contexto cultural de seus alunos.
O contexto cultural deve ser visto desde o primeiro dia de aula através de diagnóstico. A inserção e uma relação entre a cultura do aluno e a cultura da escola é necessária.
A cultura da escola não pode nem deve servir de instrumento de manipulação do poder.
O poder na cultura da escola se manifesta quando se propõe um currículo arraigado de conceitos e proposições básicas da estética, da ética, da compreensão de uma classe social em detrimento das outras.
O professor que se nega a utilizar de ferramentas didáticas diversas, mente para si que trabalha e se torna instrumento leal de uma prática injusta de ensino emburrecedor.
Marx e sua visão socialista, na educação , se formos perceber o viés da aplicação real, foi um hitlerista de primeira. Ditar como deve ser uma sala de aula “ideal” é nada mais nada menos que considerar que todos os alunos devam ter o mesmo “nível” cultural.
Educação sem um entendimento multicultural e intercultural é educação reprodutivista do modelo de sociedade e mantenedora da situação entre as classes sociais.
E qual o modelo educacional a seguir?
Acredito na percepção freiriana de educação e sei que na história da educação nunca houve como nesses últimos anos, um incentivo tão massivo e midiático na educação como um todo.
Gosto de pensar nas possibilidades do uso das Mídias. As mídias na sala de aula, principalmente as que as tecnologias contemporâneas disponibilizam enquanto Ferramentas Didáticas (Orkut,blog, webconferência, câmera digital,celular, etc).
Estou com uma pesquisa em andamento via Núcleo Temático de Políticas Públicas e Educação - NUTEPP pela UNIVASF cujo Grupo de Trabalho tem como temática as Ferramentas Didáticas no Ensino de Artes.
Utilizo a EAD já faz algum tempo e acredito piamente no uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC´s) no ensino e aperfeiçoamento a distância, instrumentos dialéticos de construção da aprendizagem, incentivando, principalmente a uma maior autonomia do estudante.
A leitura também é uma das importantes colaborações da EAD, diversos estímulos visuais são organizados e , como já dizia GARDNER, o processo de ensino-aprendizagem se eleva em qualidade.
Minha pesquisa utiliza a plataforma Moodle como interface didática de troca de experiências e registro de atividades do NT. Acredito que utilizarei este viés epistemológico em meu anteprojeto para o Mestrado.
A minha visão enquanto práxis educativa na Universidade vem se ampliando e continuo a ler e reler teorias, a sonhar com a mudança que há de vir, que virá.
Até mesmo porque, para ser educador, tem que ser missionário, já bem dizia o Pe.Marcos, de Palmácia, o educador tem uma missão a promover e zelar.
E, como eu escrevi em um de meus textos escondidos aqui no notebook (escrevo demais): cada um tem o limite que se impõe.
Além de ter vocação, o professor deve não colocar rótulos em si mesmo e expandir sempre seus horizontes.
Eu olho agora para fora da janela, com vontade de ver mais coisas, o sono vem e sei que ainda há muitas gotas a pingar nesse velho rio...
O professor deve considerar as teorias e adequá-las segundo o contexto cultural de seus alunos.
O contexto cultural deve ser visto desde o primeiro dia de aula através de diagnóstico. A inserção e uma relação entre a cultura do aluno e a cultura da escola é necessária.
A cultura da escola não pode nem deve servir de instrumento de manipulação do poder.
O poder na cultura da escola se manifesta quando se propõe um currículo arraigado de conceitos e proposições básicas da estética, da ética, da compreensão de uma classe social em detrimento das outras.
O professor que se nega a utilizar de ferramentas didáticas diversas, mente para si que trabalha e se torna instrumento leal de uma prática injusta de ensino emburrecedor.
Marx e sua visão socialista, na educação , se formos perceber o viés da aplicação real, foi um hitlerista de primeira. Ditar como deve ser uma sala de aula “ideal” é nada mais nada menos que considerar que todos os alunos devam ter o mesmo “nível” cultural.
Educação sem um entendimento multicultural e intercultural é educação reprodutivista do modelo de sociedade e mantenedora da situação entre as classes sociais.
E qual o modelo educacional a seguir?
Acredito na percepção freiriana de educação e sei que na história da educação nunca houve como nesses últimos anos, um incentivo tão massivo e midiático na educação como um todo.
Gosto de pensar nas possibilidades do uso das Mídias. As mídias na sala de aula, principalmente as que as tecnologias contemporâneas disponibilizam enquanto Ferramentas Didáticas (Orkut,blog, webconferência, câmera digital,celular, etc).
Estou com uma pesquisa em andamento via Núcleo Temático de Políticas Públicas e Educação - NUTEPP pela UNIVASF cujo Grupo de Trabalho tem como temática as Ferramentas Didáticas no Ensino de Artes.
Utilizo a EAD já faz algum tempo e acredito piamente no uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC´s) no ensino e aperfeiçoamento a distância, instrumentos dialéticos de construção da aprendizagem, incentivando, principalmente a uma maior autonomia do estudante.
A leitura também é uma das importantes colaborações da EAD, diversos estímulos visuais são organizados e , como já dizia GARDNER, o processo de ensino-aprendizagem se eleva em qualidade.
Minha pesquisa utiliza a plataforma Moodle como interface didática de troca de experiências e registro de atividades do NT. Acredito que utilizarei este viés epistemológico em meu anteprojeto para o Mestrado.
A minha visão enquanto práxis educativa na Universidade vem se ampliando e continuo a ler e reler teorias, a sonhar com a mudança que há de vir, que virá.
Até mesmo porque, para ser educador, tem que ser missionário, já bem dizia o Pe.Marcos, de Palmácia, o educador tem uma missão a promover e zelar.
E, como eu escrevi em um de meus textos escondidos aqui no notebook (escrevo demais): cada um tem o limite que se impõe.
Além de ter vocação, o professor deve não colocar rótulos em si mesmo e expandir sempre seus horizontes.
Eu olho agora para fora da janela, com vontade de ver mais coisas, o sono vem e sei que ainda há muitas gotas a pingar nesse velho rio...
Um olhar através
As veracidades são opacas na luz cromada de uma retícula que se reveste de teorias arraigadas.
Eu vejo o instante roubado, a palavra que morreu e a voz que se desespera porque repete o que já foi dito, vejo a morna sensação do arrepio incutida na mente, trancafiada pelo gelo macio das formalidades.
Vejo o cinismo latente, batendo portas e tranco meu ego para não trocar-me com arranhões e venenos.
Gosto de olhar para cobras e sanguessugas sinceramente, olho no olho, não tenho medo deles, finjo que os escuto, que os entendo e as palavras, fortes em suas bocas se tornam vazias em minha mente. Me protejo de dias que acontecem e que ainda virão.
Quero me munir de mais teoria, rever minhas práticas, olhar para meu balde de pesquisa que está enchendo aos poucos da água do mar, um dia chego ao oceano, ao oceano que estão os grandes mestres.
Não tenho medo de querer mais, nem de sonhar, o sonho é para mim a fonte mais pura e verdadeira do que quero conseguir e do que quero doar.
Porque ser educador é aprender a dar muito de si, é saber que cada um tem o limite que se impõe. E eu não posso negar que não consigo limitar meus sonhos, sonho sonhos mirabolantes, coisas fantásticas pra acontecer nesse Sertão, nesse São Francisco tão pleno, tão resistente, tão rico.
Saudades dos amigos não tenho tantas, carrego todas as experiências e diálogos na lembrança, cada detalhe, cada gota de sangue, suor, lágrima, de riso e de desejo serve como bagagem, bagagem da minha história pessoal.
Eu não sou daqui e quando olho para o dia começando, a vontade vindo de viver mais, estou no rumo que anos atrás sonhei e eu sei, plenamente que vim para ficar.
Eu vejo o instante roubado, a palavra que morreu e a voz que se desespera porque repete o que já foi dito, vejo a morna sensação do arrepio incutida na mente, trancafiada pelo gelo macio das formalidades.
Vejo o cinismo latente, batendo portas e tranco meu ego para não trocar-me com arranhões e venenos.
Gosto de olhar para cobras e sanguessugas sinceramente, olho no olho, não tenho medo deles, finjo que os escuto, que os entendo e as palavras, fortes em suas bocas se tornam vazias em minha mente. Me protejo de dias que acontecem e que ainda virão.
Quero me munir de mais teoria, rever minhas práticas, olhar para meu balde de pesquisa que está enchendo aos poucos da água do mar, um dia chego ao oceano, ao oceano que estão os grandes mestres.
Não tenho medo de querer mais, nem de sonhar, o sonho é para mim a fonte mais pura e verdadeira do que quero conseguir e do que quero doar.
Porque ser educador é aprender a dar muito de si, é saber que cada um tem o limite que se impõe. E eu não posso negar que não consigo limitar meus sonhos, sonho sonhos mirabolantes, coisas fantásticas pra acontecer nesse Sertão, nesse São Francisco tão pleno, tão resistente, tão rico.
Saudades dos amigos não tenho tantas, carrego todas as experiências e diálogos na lembrança, cada detalhe, cada gota de sangue, suor, lágrima, de riso e de desejo serve como bagagem, bagagem da minha história pessoal.
Eu não sou daqui e quando olho para o dia começando, a vontade vindo de viver mais, estou no rumo que anos atrás sonhei e eu sei, plenamente que vim para ficar.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
NOVOS HORIZONTES
Novos horizontesAtravessa a vida agora uma perspectiva de futuro, um sonho que está virando realidade.
Passei no concurso para professor efetivo da UNIVASF.
Irei lecionar no Curso de Artes Visuais junto com 5 outros colegas de área.
Estou muito contente com a vitória!
Mudança de lugar, mudanças,a trajetória vai mudando o ritmo.
Olhos.
Fico observando os passos entre encontros,
paciência,
espera necessária do dia.
Há a hora,
a hora do porvir,
quando as percepções estarão abertas em poro,
latente para acontecer,
veio
a veia jorrando toda a parte que me coube contar.
Quantas vezes ter de apressar o passo,
caminhar mais a frente,
correr atrás de bondes e trens
que já estão longe,
para conseguir alcançar objetivos...
e não parar o ritmo,
e usar o corpo além dos limites,
testar a memória,
o cansaço.
Caldo quente no calar da noite,
corando a face,
cola sobre as paredes
perto de grades e muros,
olhar distante, semeando horizontes.
Olho para o espelho do outro
conta cobra consegue
colabora calma ferve
dia-a-dia oração entre vidros.
Chove a chuva mais forte
chocando ares celebrando
o que há de vir.
Cala em mim a paciência
pedindo trocando
dizendo da espera
areia do tempo correndo
ampliando o olhar.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Minha alma desperta
No silêncio da solidão minha alma desperta quero sentir teu suor atado a meu corpo e entre exangue desafio desfiar noites e dias e relembrar antigas sensações de calafrios.
Quero revestir todo o quarto do mais puro sentimento, reencontrar minhas necessidades atadas ao vento, perceber o fino toque das pequenas coisas que nos revelam.
Quero desbastar nesta matéria cândida o sossego, tanto corrido desapego foi quando eu disse e esqueci, vontade louca de viver plenamente, acordar novos ares, novas expectativas.
Eu tenho um sonho preemente, que está bem à altura da vista, passa todo dia em filme, rolando nas cabeças e copos, é bem real, estar de encontro a ti, que me lê, me segue, me dá inspiração.
Minha alma desperta para as luzes desse novo dia que ainda virá,
quando como as coisas
e as desaguo e elas São,
refletidas em multiplicidades.
Saudade,
cheiro amargo,
doce emperdenido na boca tocado,
enchumascado carne quente,
cortando o ventre,
dando um quero mais.
Minha alma desperta
aberta
aperta
o teu querer.
Quero revestir todo o quarto do mais puro sentimento, reencontrar minhas necessidades atadas ao vento, perceber o fino toque das pequenas coisas que nos revelam.
Quero desbastar nesta matéria cândida o sossego, tanto corrido desapego foi quando eu disse e esqueci, vontade louca de viver plenamente, acordar novos ares, novas expectativas.
Eu tenho um sonho preemente, que está bem à altura da vista, passa todo dia em filme, rolando nas cabeças e copos, é bem real, estar de encontro a ti, que me lê, me segue, me dá inspiração.
Minha alma desperta para as luzes desse novo dia que ainda virá,
quando como as coisas
e as desaguo e elas São,
refletidas em multiplicidades.
Saudade,
cheiro amargo,
doce emperdenido na boca tocado,
enchumascado carne quente,
cortando o ventre,
dando um quero mais.
Minha alma desperta
aberta
aperta
o teu querer.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Dias melhores
Entre auroras e luares meu coração desperta,
abre um sossegado suspiro e bocejo, enormemente.
Queria uma verdade explícita,
o mundo há de estar encoberto demais de maquiagens.
Vou tocando densamente as elevações flocadas das nuvens,
desfacelando o começo do dia pedindo, pedindo, desejando.
Desejo desmedido entre as barras,
qual a suspeita da dor?
A dor atravessada,
buscar sempre, não deixar virar barulho de choquinha.
Eu já quis demais sair de um lugar,
ir além dos muros,
atravessei o caminho que estava tão distante
e fiz nós,
nós que nos soltaram dessa dor de ser.
Nós que estamos a meio caminho e,
às vezes, morremos na praia.
E eu não páro de tentar,
não consigo nem por um minuto deixar a corda rolar solta,
tenho medo de nos enforcar.
Muitas saídas aparecem,
mas nenhuma visível, elucubrações.
Vejo em minha mente um sonho completo,
procuro visualizá-lo,
ele é destino, imagem, miragem, quero muito.
Tento sentí-lo em minhas mãos, bem perto do corpo.
Empedernido é o desejo de algo além.
Nestas quatro paredes virtuais
sussuro ao teu ouvido,
não há milagres,
há sim, sempre , uma luta entre o que somos e o que queremos realmente ser.
O dia de hoje está começando,
ainda não é o novo dia que eu mereço ter e,
mesmo assim, eu luto por dias melhores.
abre um sossegado suspiro e bocejo, enormemente.
Queria uma verdade explícita,
o mundo há de estar encoberto demais de maquiagens.
Vou tocando densamente as elevações flocadas das nuvens,
desfacelando o começo do dia pedindo, pedindo, desejando.
Desejo desmedido entre as barras,
qual a suspeita da dor?
A dor atravessada,
buscar sempre, não deixar virar barulho de choquinha.
Eu já quis demais sair de um lugar,
ir além dos muros,
atravessei o caminho que estava tão distante
e fiz nós,
nós que nos soltaram dessa dor de ser.
Nós que estamos a meio caminho e,
às vezes, morremos na praia.
E eu não páro de tentar,
não consigo nem por um minuto deixar a corda rolar solta,
tenho medo de nos enforcar.
Muitas saídas aparecem,
mas nenhuma visível, elucubrações.
Vejo em minha mente um sonho completo,
procuro visualizá-lo,
ele é destino, imagem, miragem, quero muito.
Tento sentí-lo em minhas mãos, bem perto do corpo.
Empedernido é o desejo de algo além.
Nestas quatro paredes virtuais
sussuro ao teu ouvido,
não há milagres,
há sim, sempre , uma luta entre o que somos e o que queremos realmente ser.
O dia de hoje está começando,
ainda não é o novo dia que eu mereço ter e,
mesmo assim, eu luto por dias melhores.
sábado, 18 de outubro de 2008
Palavra-porta
Não há como se esconder da necessidade.
Eu escrevia em cartas, lidas e relidas eram as respostas de quem me escutava, algumas vezes pensei que estivesse escrevendo como quem joga uma garrafa com uma mensagem ao mar.
Quem a lêsse poderia querer trocar uma idéia e mandá-la de volta, ou não. A certeza que tive foi de que o silêncio, o silêncio é incentivo para a multiplicação do gesto em voz.
E hoje, em viva-voz me veio, certeira, alvo na testa cortando, crtando, queria dizer sem aperreio.
As diversas capacidades, entremeadas estão, pela pequena brecha que a luz perpassa neste momento.
Qualquer sentença melancólica pode ser sinônimo de nostalgia e, bem, não pretendo denotar tristeza.
Cada pedaço de mim se transforma em palavra, desenvolta em caracóis que o vento
traz sem pressas.
Percebo as rochas que foram se quebrando pelo caminho, entre quedas, percalços atravessando águas, pequenos espinhos presos à pele, descamando e vertendo em vinhos, a palavra foi envolta em púrpura delicadeza dos tantos desafios.
Eu não tive medo em atravessar, em tentar coisas novas e partir, mudanças, pessoas e tarefas acumuladas, palavras atiradas ao fogo, lenha pra se acostumar aos tiros e balas. Facadas antes de chegar à sala de estar. Estar é um contínuo, ninguém é verdadeiramente, somos o que o tempo e as experiências nos tornou.
Somos o que sofremos, o que aprendemos.
Aprendi a força da palavra, com seu gesto sem desepero a contar recados infinitamente necessários, força do ego, diálogo, não sei, sei que não consigo parar.
Quantas vezes a arte não me foi questionada, quantas críticas, que país é este, quem valoriza a palavra? A palavra tem preço? Só se ela se revirasse em suas entranhas e, depois em um lenços espalmada, abracadabra!
Não, a palavra e o sentido são à vista, doados, sem grandes rascunhos ou cortes. Adquiri, com a vontade, uma força infinita, rosa almiscarada de perfume, noite em veludo luar.
A palavra é amante que em êxtase beija a tua flor e te dá um querer maior ao espírito.
A palavra é política promessa de enunciação ao processo da linguagem.
Somos palavra quando nos desnudamos à viva-voz que ecoa em todos nós: permanecemos atados pelo tempo, pelo reflexos de quem fomos e do que seremos.
-- Flávia Pedrosa-- Flávia Pedrosa
Eu escrevia em cartas, lidas e relidas eram as respostas de quem me escutava, algumas vezes pensei que estivesse escrevendo como quem joga uma garrafa com uma mensagem ao mar.
Quem a lêsse poderia querer trocar uma idéia e mandá-la de volta, ou não. A certeza que tive foi de que o silêncio, o silêncio é incentivo para a multiplicação do gesto em voz.
E hoje, em viva-voz me veio, certeira, alvo na testa cortando, crtando, queria dizer sem aperreio.
As diversas capacidades, entremeadas estão, pela pequena brecha que a luz perpassa neste momento.
Qualquer sentença melancólica pode ser sinônimo de nostalgia e, bem, não pretendo denotar tristeza.
Cada pedaço de mim se transforma em palavra, desenvolta em caracóis que o vento
traz sem pressas.
Percebo as rochas que foram se quebrando pelo caminho, entre quedas, percalços atravessando águas, pequenos espinhos presos à pele, descamando e vertendo em vinhos, a palavra foi envolta em púrpura delicadeza dos tantos desafios.
Eu não tive medo em atravessar, em tentar coisas novas e partir, mudanças, pessoas e tarefas acumuladas, palavras atiradas ao fogo, lenha pra se acostumar aos tiros e balas. Facadas antes de chegar à sala de estar. Estar é um contínuo, ninguém é verdadeiramente, somos o que o tempo e as experiências nos tornou.
Somos o que sofremos, o que aprendemos.
Aprendi a força da palavra, com seu gesto sem desepero a contar recados infinitamente necessários, força do ego, diálogo, não sei, sei que não consigo parar.
Quantas vezes a arte não me foi questionada, quantas críticas, que país é este, quem valoriza a palavra? A palavra tem preço? Só se ela se revirasse em suas entranhas e, depois em um lenços espalmada, abracadabra!
Não, a palavra e o sentido são à vista, doados, sem grandes rascunhos ou cortes. Adquiri, com a vontade, uma força infinita, rosa almiscarada de perfume, noite em veludo luar.
A palavra é amante que em êxtase beija a tua flor e te dá um querer maior ao espírito.
A palavra é política promessa de enunciação ao processo da linguagem.
Somos palavra quando nos desnudamos à viva-voz que ecoa em todos nós: permanecemos atados pelo tempo, pelo reflexos de quem fomos e do que seremos.
-- Flávia Pedrosa-- Flávia Pedrosa
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Olhares
O espelho reflete sem falar muito mais do que eu poderia supor.
Quantas pequenas delicadezas escondem o nosso cotidiano...em detalhe revejo portas e janelas, pequenas aberturas pra luz entrar devagar.
Quantas vezes nos trancamos para não sofrer e quantas vezes sofremos por não oferecer a mão...
em verdade, o silêncio atravessa os pontos que antes estavam cobertos.
Eu havia deixado na gaveta 5 anos, alguns escritos em forma de livro, um sonho que havia me cansado de lutar, publicar um livro parecia supérfluo, porém algo mudou.
Um amigo, às vezes, uma palavra, pode mudar tudo. Um incentivo, pequeno em sua extensão, mas sem limites em intenção, fez com que eu tirasse a poeria e o cheiro de guardados e relesse a história que há anos não lia.
De repente, me vi na pele do personagem, lembrei de como tudo começou e vi que valeu a pena ter escrito algo que pudesse me tirar do dia e me fazer alçar vôos para melhor compreender a minha realidade.
Outras pessoas já haviam me falado do poder deste livro, que fiz, porque algo pulsava tão forte, aos meus 20 anos, dizendo, para revelar.
E o papel impresso, antes sido mandado à Biblioteca Nacional para o registro, numa necessidade de deixar algo documentado, virou necessidade de mostrar a mais gente, mais gente do que já havia mostrado.
Antes, alguns escritores deram uma olhada nos manuscritos e, por causa deste amigo-escritor, me envolvi com ele novamente e, ele virou Projeto, projeto para ser publicado via Edital de Incentivo às Artes da Secult. Enviei o envelope hoje.
Não sei qual será o destino, se algum destes críticos literários irá se ver na pele escamosa e cheia de veias varicosas da personagem, se irá refletir também sobre a miríade que o espelho remonta.
Eu me vi novamente através dele, e sinto, no fundo da minha alma, que está na hora deste projeto tomar forma e virar realidade para mais leitores.
Não sei o que será, uma tentativa a mais, tantas que já tive, quanto gasto com correspondência, envio de manuscritos, concursos literários...
Mas todos devem começar de algum jeito, eu não escrevo para mim mesma. Eu escrevo porque quero mudar o mundo, quero tirar outras pessoas do cotidiano, trazer à elas a luz viva da entrelinha, do detalhe rasgado bem à frente, dar óculos novos para enxergarem o que Deus nos dá e que a gente não valoriza.
Não podemos deixar nossos sonhos envelhecerem com a idade.
O momento agora me conta que devo sonhar, sonhar com este Projeto tomando asas, assim como outros, que estão guardados, mais 3 livros e 1 a mais está a caminho, ele em seu título já remonta a vontade enorme, "Paciência" , a palavra mais sábia que meu velho avô pôde me ensinar.
Nem que seja como a Cora, me enredar no coral e deixar o tempo dizer, o tempo passar, auscultar, refletir, revelar.
Um grande abraço,
Torço para que "O que reflete sobre o espelho..." dê seu primeiro de muitos vôos.
Quantas pequenas delicadezas escondem o nosso cotidiano...em detalhe revejo portas e janelas, pequenas aberturas pra luz entrar devagar.
Quantas vezes nos trancamos para não sofrer e quantas vezes sofremos por não oferecer a mão...
em verdade, o silêncio atravessa os pontos que antes estavam cobertos.
Eu havia deixado na gaveta 5 anos, alguns escritos em forma de livro, um sonho que havia me cansado de lutar, publicar um livro parecia supérfluo, porém algo mudou.
Um amigo, às vezes, uma palavra, pode mudar tudo. Um incentivo, pequeno em sua extensão, mas sem limites em intenção, fez com que eu tirasse a poeria e o cheiro de guardados e relesse a história que há anos não lia.
De repente, me vi na pele do personagem, lembrei de como tudo começou e vi que valeu a pena ter escrito algo que pudesse me tirar do dia e me fazer alçar vôos para melhor compreender a minha realidade.
Outras pessoas já haviam me falado do poder deste livro, que fiz, porque algo pulsava tão forte, aos meus 20 anos, dizendo, para revelar.
E o papel impresso, antes sido mandado à Biblioteca Nacional para o registro, numa necessidade de deixar algo documentado, virou necessidade de mostrar a mais gente, mais gente do que já havia mostrado.
Antes, alguns escritores deram uma olhada nos manuscritos e, por causa deste amigo-escritor, me envolvi com ele novamente e, ele virou Projeto, projeto para ser publicado via Edital de Incentivo às Artes da Secult. Enviei o envelope hoje.
Não sei qual será o destino, se algum destes críticos literários irá se ver na pele escamosa e cheia de veias varicosas da personagem, se irá refletir também sobre a miríade que o espelho remonta.
Eu me vi novamente através dele, e sinto, no fundo da minha alma, que está na hora deste projeto tomar forma e virar realidade para mais leitores.
Não sei o que será, uma tentativa a mais, tantas que já tive, quanto gasto com correspondência, envio de manuscritos, concursos literários...
Mas todos devem começar de algum jeito, eu não escrevo para mim mesma. Eu escrevo porque quero mudar o mundo, quero tirar outras pessoas do cotidiano, trazer à elas a luz viva da entrelinha, do detalhe rasgado bem à frente, dar óculos novos para enxergarem o que Deus nos dá e que a gente não valoriza.
Não podemos deixar nossos sonhos envelhecerem com a idade.
O momento agora me conta que devo sonhar, sonhar com este Projeto tomando asas, assim como outros, que estão guardados, mais 3 livros e 1 a mais está a caminho, ele em seu título já remonta a vontade enorme, "Paciência" , a palavra mais sábia que meu velho avô pôde me ensinar.
Nem que seja como a Cora, me enredar no coral e deixar o tempo dizer, o tempo passar, auscultar, refletir, revelar.
Um grande abraço,
Torço para que "O que reflete sobre o espelho..." dê seu primeiro de muitos vôos.
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