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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Especialistas debatem quatro mitos e fatos da educação brasileira

Edição do dia 16/12/2013
16/12/2013 10h31 - Atualizado em 16/12/2013 21h25

Educação básica ainda está na metade do século XX, diz cientista político.


Valorizar o professor é essencial, destaca o economista Ricardo Henriques.

Que valor o brasileiro dá ao conhecimento? Professores mais bem pagos produzem uma educação melhor? Escola pública é para os menos favorecidos? Há aluno que não aprende de jeito nenhum? Para debater estes quatro mitos da educação no Brasil, o seminário da parceria Globo Educação e GloboNews convidou quatro especialistas:  Cleuza Rodrigues Repulho, secretária de Educação de São Bernardo do Campo (SP) e presidente nacional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); Fernando Abrúcio, cientista político, professor da FGV e comentarista da rádio CBN; Luiz Felipe Pondé, doutor em Filosofia, professor da PUC-SP e da Faap; e Ricardo Henriques, economista, superintendente executivo do Instituto Unibanco e professor da UFF.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Um tripé manco

Há um discurso em moda pronunciado amiúde senão por todos, pelo menos pela grande maioria dos reitores das universidades e institutos federais pelo país afora: "Nunca tivemos tanto dinheiro". Quem é da comunidade acadêmica certamente já ouviu esse pronunciamento.
No entanto, essa afirmativa soa, no mínimo, contraditória diante dos grandes gargalos estruturais que ainda afligem tanto professores, servidores e alunos do consolidado Magistério Superior; como do emergente Ensino Básico, Técnico e Tecnológico.

É fato que nos últimos dez anos os investimentos do Governo Federal destinados à educação aumentaram expressivamente. Além dos dados oficiais, merece destaque o levantamento feito pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado no final de 2012, onde mostra que o Brasil foi quem mais ampliou investimentos em educação entre 2000 e 2009, em um grupo de 29 países avaliados. O estudo ainda ressalta que o país está "gradualmente se aproximando" dos integrantes do chamado G20 (grupo das nações mais ricas do mundo).

Nada mau para uma nação cuja educação foi secularmente negligenciada por suas elites. Vencer esse atraso histórico certamente não será possível da noite para o dia e tampouco obra de uma geração. Por isso mesmo, é no mínimo alentador o fato de a Câmara dos Deputados ter aprovado o Plano Nacional de Educação que prevê a aplicação, em até 10 anos, de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação.

Mas então onde está a incoerência deste discurso? Atrever-me-ia a responder, sem medo de errar: na gestão destes vultosos recursos.


Formamos nas últimas décadas um número expressivo de professores- pesquisadores de qualidade, fomentados por agências estrategicamente criadas para esta finalidade; como a Capes, CNPq e Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. Mas somos capengas quando o assunto é professor-gestor.


O problema é ainda maior quando se tem em conta que a universidade brasileira é vítima de uma lacuna de oito anos em que foi irresponsavelmente impedida de contratar professores e técnicos administrativos entre 1994 e 2002. Um hiato que tem reflexo até hoje no quadro funcional das instituições que não puderam promover uma transição harmoniosa entre aqueles profissionais mais experientes que saíram e aqueles mais jovens que entraram posteriormente. Perdeu-se, nessa janela, uma grande oportunidade de transferência de conhecimentos entre os pares, sobretudo a prática de gestão.

Mais grave ainda é a situação das centenas de novos campus de Institutos Federais criados nos últimos anos, onde em sua grande maioria o quadro docente é composto por jovens mestres e doutores que além da complexa missão do ensino, da pesquisa e da extensão, ainda são demandados para cargos de administração, sem terem o mínimo de experiência em gestão educacional que a função exige. Literalmente, atuam no sacrifício.

O fato é que entre o recurso disponibilizado e a compra do reagente para o laboratório, por exemplo, há um caminho burocrático (e necessário, diga-se de passagem) pouco afeito à grande maioria dos professores que muitas vezes são ótimos educadores, pesquisadores e extensionistas, mas péssimos gestores.


Por isso mesmo, a máxima de que a universidade se assenta em um tripé imaginário, formado pelo ensino, pesquisa e extensão, precisa incorporar urgentemente outro elemento: a gestão. Sem uma gestão de qualidade, é quase impossível se promover ensino, pesquisa e extensão em níveis superiores.


É imperioso reconhecer o grande esforço governamental diante de dois desafios estratégicos na área educacional brasileira que são a qualificação dos professores que atuam nas escolas de educação básica e a capacitação do quadro funcional atuante na gestão do Estado Brasileiro. Para isso o Ministério da Educação lançou o Plano Nacional de Formação de Professores e o Programa Nacional de Formação em Administração Pública (PNAP). Ocorre que o PNAP engloba um curso de bacharelado e três especializações: Gestão em Saúde, Gestão Pública Municipal e Gestão Pública. Não há nada específico para a área educacional.


Mais que isso, diante da nova realidade educacional brasileira, muito mais complexa e dinâmica que dez anos atrás, exige-se a adoção de uma política nacional de capacitação e estímulo à gestão universitária e escolar. É fundamental que se valorize mais essa atividade, desde uma maior pontuação do currículo acadêmico, mais e melhores gratificações e até mesmo a criação de uma agência específica voltada à formação de uma nova geração de gestores na área.


Caso contrário, mesmo com investimentos crescentes, correremos o isco de avançarmos aquém das nossas necessidades. Ou damos um grande salto adiante, ou patinaremos em cima deste tripé em meio ao déficit gritante de gestores minimamente capacitados.


Luciano Rezende Moreira é ex-presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e professor pesquisador do Instituto Federal Fluminense.
Noticía retirada DAQUI.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Sobre PREGUIÇA INTELECTUAL, CRIATIVIDADE e EMANCIPAÇÃO


Se você é emancipado no processo de ensino/aprendizagem, isso quer dizer que você sabe o valor do conhecimento e tem noção de que precisa eternamente desenvolver competências e habilidades, pois nenhum saber é acabado e tudo pode ser revisitado, reconstruído, revisto e refletido...
Aprende que o mestre que está ao seu lado neste processo, é falível, mas também tem muito a dialogar e deve ser respeitado...na contemporaneidade, temos estudantes educados desde casa a questionarem sem fundamentos, a lerem e não interpretarem, a terem a PIOR de todas as doenças mentais: a PREGUIÇA INTELECTUAL... 
Há de se refletir numa sociedade do "bom consumidor" e de colonizações contínuas, ainda mais em face da virtualidade dos indivíduos, que escolhas, como estudante, você terá...
Eu sou mestre e sou estudante, pois não deixo de buscar acesso ao conhecimento e como ser humano, respeito os mestres que me ensinaram a inquietar-me e ir atrás de tudo, pensando que nada que vem fácil vale a pena e dando-me forças para seguir em voos maiores que a minha mente podia imaginar...
Pois é...eu matei a preguiça intelectual e dei asas à CRIATIVIDADE...
Pois com ela, conseguimos nos desdobrar, nos colocar em constante atividade de conhecer e ser reconhecido...pois é isto que o conhecimento nos faz, nos torna ESPELHOS e nos faz ver melhor por meio de outros ESPELHOS. Honestamente, espero que os estudantes que comigo compartilham a caminhada, não tenham PREGUIÇA INTELECTUAL e sejam CRIATIVOS e possam ser considerados EMANCIPADOS PELO CONHECIMENTO.