terça-feira, 26 de abril de 2011

Narrativas em Pesquisa

O que é ser pesquisador na contemporaneidade em Arte e Educação?
Como desenvolver narrativas que abracem ensino, pesquisa e extensão? Como ir além dos espaços formais, acadêmicos, institucionalizados de saberes e conhecimentos sobre a escola?
 Muitos foram os questionamentos do Seminário em Goiânia...
Foto: Profa. Dra. Alice Martins (UFG)

Abaixo segue link para o Blog do XXI CONFAEB, acesse clicando na imagem:

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pensando em flores...

Durante os anos de prática artística, eu tive dificuldades em pintar flores, não era um tema que me agradava. Também desdenhava pintura em espaços pequenos.
Ontem eu me voltei para uma série que venho feito desde o ano passado e fiz um quadro pouco maior que um A5 e vou mandá-lo pra Insea 2011.
Eis o resultado:
Pensando em flores, acrílico s/tela, 2011.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Veja o vento




Venta

Entre intrigas

nóias

noções equivocadas

Venta

Venta o vento

tempo passando

mostrando o oculto

o entretanto

percebendo

Vento peço alento

pra se desculpar

vento no intento

é preciso se perdoar

fatos e ações

entendimentos

mostra o tempo

a veracidade que o dia nublado

fechou olhos, nariz,

ouvidos

abriu a boca bem grande e gritou:

vaiiiiiiii

o coração ainda pulsa

esperando que o alento

cure feridas

que hora ou outra

ousam sangrar.



o vento esquecendo

deixando, entendendo

hoje não é tarde

amanhã quem sabe

os olhos voltem a olhar

os ouvidos a ouvir

a boca a escutar

e o corpo como um todo

seja amigo do outro

entre espelhos

vendo-se.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Homenagem

Este pôster é uma homenagem aos meus queridos/as alunos/as e aos nossos diálogos contínuos. Obrigada pelos quadrinhos! E quem será essa que anunciam? rsrsrs Detalhe as havianas voando, realmente vocês prestam atenção ao que falo, rsrs.

domingo, 28 de novembro de 2010

Voos entre nós

Entre São Paulo e Recife, 28 de novembro de 2010.


Contemplar as verdades nos faz um bem imenso, principalmente quando são verdades incômodas, que escondíamos para não nos revirarmos. Com humildade, reconhecer as faltas que fizemos, perdoar-se e pedir desculpas sinceramente desata os nós que damos entre nós mesmos e as outras pessoas. Depois de desatada, a corda que separava, entra em linha reta e torna mais próximos e humanos os polos que se distanciavam por divergências insignificantes.

Somos diferentes, porém não deixamos de ter emoções, sentimentos, mesmo que o ambiente seja de trabalho, seja social, nos coloque como máquinas abarrotadas de tarefas.

Somos mais próximos do que imaginamos e o que me deixa confiante nesse pensamento é o fato de que nossa história é um risco traçado no livro que conta a História dos seres humanos e que o risco um dia será apagado pelo tempo.

O que medirá o que significamos serão as impressões que o lápis dá (as atitudes) às páginas (acontecimentos) e que ficarão impressas de maneira imperceptível ou em um relevo singular. Nosso legado serão as asas que permitimos a nós e aos outros voar. Às vezes, a missão será enxergar voos em territórios que antes pareciam inatingíveis. Outras, enfrentaremos grandes tempestades e quem sabe, seremos assolados pelo vírus da insegurança.

Neste momento, eu lembro dos pequenos riscos que venho dado, alguns apagados por mim mesma, na busca incessante por uma perfeição inexistente. Vejo que perdi bastante com isso e enxergo agora claramente a beleza estética do conjunto.

Erros e acertos, somos humanos e temos uma missão. Ser educador é reconhecer medos, olhar para o horizonte, ver asas em quem nem cogitou que poderia voar. A nossa mente é uma maravilhosa construtora de mundos, as palavras que destroem, podem reerguer, dar novo ares e fazer-nos novos de novo. Olho para o espelho e vejo que fui muito ressequida e antiga em noções e que meio morta fui levando a vida, na irrefreada procura por méritos, necessidade de reconhecimento.

E quanto a reconhecer-se como sujeito-ator da própria existência?

Em pleno voo, dentro do avião, entre tantas viagens e compromissos, tenho insights motivadores, que me fazem rever o caminho trilhado e o que vem se descortinando a minha frente.

Visualizo pressão e opressão, professores pela exigência e disputa acadêmica, sendo premiados por quantidade, sem qualidade, cansados, doentes, adoecendo também os alunos, na lógica do mercado, em que ter ultrapassou o ser e nos tornamos fortes oradores e debatedores do conhecimento intelectual, porém, frágeis espectadores da vida.

Com pouco mais de um ano lecionando na universidade, escuto o sistema educacional adoecido e no espelho, uma professora que se revisa, para não se enquadrar nos moldes. Modelos do ambiente acadêmico que em vozes veladas apregoam assédios morais, ataques a humanidade de quem devia estar mostrando os céus pela frente dos jovens, voando com eles na infinitude de ser e de realizar-se como ser humano. Recordo-me da filosofia grega e das ideias que envolvem o 'daemon', nosso talento de ser atuando na existência, ser risco significativo nas páginas que traçaremos durante nossa breve estadia nesse mundo.

Recebemos dádivas individuais que crescem e afloram no diálogo. Que lugar melhor, senão na educação, para a “multiplicação dos pães”? Porque muitos de nós, professores, esquecemos de ser educadores e nos regojizamos quando trancafiamos a mente de nossos alunos e damos mais atenção aos que reproduzem os conceitos, as epistemologias, o que colocamos como indispensável nos livros e não também nas práticas, nas vivências cotidianas?

A responsabilidade aumenta no âmbito das universidades, principalmente quando pensamos nos cursos de formação de educadores. Que didática é essa que fica no palavratório dos autores e não toma corpo na vida de quem exerce a docência?

Questiono saberes e fazeres, desconectados. Questiono a relação entre os sujeitos pedagógicos que ao invés da interação e da construção dialógica do conhecimento se reflete como reprodutora de modelos. Questiono a mim mesma e aos motivos que me levaram até aqui. Os ideais e e ideias, 'pedras no caminho', entre escolas públicas, particulares e universidade. Um pergunta me aconselha: tipo de legado irei deixar?

O avião está descendo, logo estou chegando em casa, peço licença pra dialogar, perdoe o mal jeito, vou atrás de desatar o nó, nesse ponto, que eu sei que juntos, todos poderemos voar.


Hábraços

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Confiança

Ahhhhhhhhhhhhhh
Confiar e ter fé que tudo vai dar certo, tem melhor remédio pros problemas não!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O que é a verdade no ensino de arte?

Hoje em dia a coisa mais difícil é dizer qual e o que é a verdade...
Sempre há outro olhar, que nem sempre você concorda e o que devemos aceitar? Na prática, aprendi a ser sincera e dizer sempre o que penso, mas e o convencimento que o seu discurso é um discurso factível?
Este é um aprendizado árduo. No ensino, principalmente, porque os sujeitos e saberes às vezes parecem estar dissociados de realizades de aprendizagem coerentes. E também porque há sujeitos pedagógicos que nem sempre concordam em métodos, epistmologias, didáticas, como mediar tudo isso?
Ser arte/educador é ser mediador de mundos que a imagem e a arte expressam, e ser mediador de seres que fazem estes mundos significar.
Eu tenho muita confiança na paixão que movem quem tem vocação, porque acredito na aptidão de ser arte/educador como vocação.
Não é qualquer um formado em qualquer área que é arte/educador, qualquer um pode ser médico?
E porque há tantas pessoas sem formação em graduação e pós e sem  experiência em ensino de arte lecionando nas graduações e pior, nas licenciaturas em arte???
Alguém sabe me dizer isto: Onde estão as lutas da FAEB e de todo um rol de teóricos e  intelectuais que batalharam pelo espaço da arte como conhecimento nas escolas? Cadê os resultados dos cursos de arte que existem no país desde a Academia Francesa? Onde estão estas pessoas formadas na área e porque elas não estão dando aulas nas universidades?
Porque há uma "invasão" nas universidades brasileiras de pessoas não formadas e/ou sem experiência em ensino de arte nos cusrso de graduação da área???
É algo muito sério a se pensar para o futuro e urgentemente.
A verdade para mim é que como é uma área que demanda muito estudos e especializações, talvez o pessoal de outras áreas viu que a concorrência em arte seria menor em concursos para trabalhar em universidades no país, dai o oportunismo didático, não vejo outro nome pra isso. Por favor, não venham me dizer que em Letras, por exemplo, aceitem passar alguém formado em História, por exemplo, duvido muitoooo.

Em tempo: Para ter acesso aos Anais do CONFAEB 2010, clique na imagem abaixo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sede de ser

O querer soa como estardalho no dia que se amorna, que vai ficando frio. Eu quero moidamente, por mais tempo que o comum, pois de senso comum estamos atados e cheios. Quero dormente a vez que se preenhe de sentidos, quero como o sol , iluminando e aquecendo, quero reverberando, quero soante a cadência a ressignificância. Que mar a marolar, mareia querente a brisa dessa questão, sou então vária e modernamente contemporânea, quero perto bem perto a tua boca tua face queimando e ardendo como quem quer e quem saceia a sede de ser.
Hoje ouvi alguém me dizendo que a melhor resposta da vida seria se saciar a sede que persegue nosso querer.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Voz

Veja vento viaja horas
atento vai reverberando na mente
velas vozes vias
voltas rodovias
por onde vi
por onde andei
vale veracidades
virtuosas volúpias
das veias grossas
atravessada
Bate bem a porta
dorme dorme a hora
continua caminhando
deixa de dizer
dá a mão a torcer
caleja fronte doses
vela vai
vertendo contas
parte por onde
andas há desmontes
onde o arrepio se esconde
Cai bem ai,
deixo espaço aberto
pra você também sentir
Volta volátil voz.

Amadurecendo

Sai o dia, chega a noite por onde mora o assobio,
 foi que eu vi aquele alento,
como quando bate as horas, desatento,
separa em códigos
e miragens os momentos.
Eu ouvi de longe a cotovia
chamando soturna
perto do meu abrigo
onde declamo minha voz muda
encontro imagens em desvios
sou perpassada por ares sem muros.
Hoje eu vi de repente
olhar os olhos de profundo
ter de dizer o motivo
do motivo que me fez ver mundos
dor maior é a dor doida
de quem se fez em pele garrida
e ficou em redoma sentida
que quando chocou
o mundo mudou
e então teve de se fazer em sustos.
Dessa cicatriz sei que não me curo,
ficará ali
bem no pilar do muro
dizendo não esqueça nunca
Certa de que ainda haverá enganos
desenganos por se mirar
por não conhecer
se conhecerá dores e sentidos
que a vida trará
olhar bem defronte
sem medos nem desvelos
desafio maior não há.
Quero então nesse pedaço de tempo
em que a noite madruga
e o dia ainda não se gesta
que traz no entremeio a antiga palavra
amadurece
amadurecendo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Coisas do Discurso

Cá estava eu, novamente em pleno aeroporto, sentada olhando emails, quando resolvo parar  por um instante e jogar palavras cruzadas, meu passatempo antigo que voltei a ter.
Pois então, escuto uma mulher gritar.
Estava ela de vestido vermelho vivo, tecido semelhante ao linho e havaianas brancas no pés, cabelo curto, loira.
Alto berrava palavrões sobre o aeroporto, daí falava em Deus, fim do mundo, um monte de informação ao mesmo tempo.
Tal foi meu espanto, que me levantei para prestar atenção ao que ela dizia e ao seu happening/performance acidental.
 Não deu muito tempo, as guardas que ficam fiscalizando banheiros, saídas, hall de alimentação a  levaram. A mulher continuou gritando.
Lembrei-me mais uma vez de nosso querido Foucault e foucalteei e minha mente todo o discurso de saber e poder incutidos no fato.
Um surto psicótico de alguém que aparentemente estava bem,quem sabe... lembrei que a mesma mulher passou por mim na entrada, sentou próximo na cafeteria e tomou tranquilamente seu café.
Será mesmo que não foi alguma ação/intervenção artística?
Nós acostumados a estes tempos hipermodernos, que havemos de pensar quando nos deparamos com tal ação?
Qual o objetivo da mulher de vermelho?
Dama de vermelho em sua visualidade me fazendo refletir sobre os discursos que envolvem sua imagem montada e agora transfigurada em associações sobre as outras imagens de mulheres em vermelho do cinema, da tevê, da propaganda, da arte...o que compõe esta noção travestida de desejo/sexo/aparência/atenção que a imagem traduz em seus contextos?
O  que a fez tomar atitude de berrar sobre o fim do mundo, o arrependimento, será uma mensageira?
Só Deus sabe, eu fico por aqui me indagando se talvez não foi uma "visagi" como diria meu avô caso tivesse visto tal coisa.
Coisas do discurso à parte,  volto às palavrinhas cruzadas... principal verbo de ligação = SER.
Sou então palavras a serem decifradas,
entrelinhas e vozes na multidão.